Peru Molhado

Marcelo Lartigue, ícone do jornalismo, faleceu em setembro de 2014, deixando um legado irreverente com o jornal "O Perú Molhado de Búzios". Fundado em 1981, o periódico, conhecido por suas capas artísticas e humor, marcou a história de Búzios até sua última edição em abril de 2015.

Em Setembro de 2014 o jornalismo perdeu um pouco da irreverência de um ícone na comunicação. O argentino Marcelo Lartigue, criador e diretor do jornal “O Perú Molhado de Búzios”.

No dia 23 de fevereiro de 1981, Lartigue, em parceria com o saudoso Aníbal Fernando, fundou o inesquecível “O Perú Molhado”, que rapidamente se tornou o porta-voz da emancipação de Búzios. O município, outrora distrito de Cabo Frio, testemunhou nas páginas do jornal as discussões acaloradas sobre seu processo de independência, oficializado em 12 de novembro de 1995.

O periódico, conhecido por seu lema “O Perú saía quando podia!”, evoluiu ao longo dos anos, alcançando uma tiragem semanal de 10 mil exemplares. Suas edições coloridas e provocativas adornaram bancas no Rio de Janeiro, Cabo Frio, Búzios, Macaé e Rio das Ostras.

Lartigue e sua equipe conquistaram espaço em todo o país, contando com correspondentes em diversos estados. O jornal não apenas registrou momentos históricos, cobrindo três Copas do Mundo e duas Olimpíadas, como também embelezou suas páginas com capas que se tornaram verdadeiras obras de arte, estampadas por renomados artistas.

Reconhecido como o visionário por trás de um dos jornais mais irreverentes do mundo, Lartigue imortalizou-se na história do jornalismo, sempre retratando Armação dos Búzios com alegria e sarcasmo. Sua última edição, lançada no dia 1º de abril de 2015, marcou o encerramento de uma era.

Hoje, uma geração órfã lamenta a ausência desse genial periódico que capturava a essência descontraída e feliz de Búzios.

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